//Festa do Pinhão não deve ser afetada pela paralisação

Festa do Pinhão não deve ser afetada pela paralisação

Ao contrário do que se espalhou pelas redes sociais, ontem, a 30ª Festa Nacional do Pinhão não vai deixar de ser realizada em função da paralisação dos caminhoneiros. Em coletiva, o proprietário da Gaby Produções, Beto Ody, organizador da festa, ressaltou que o evento segue normalmente.

Ele esclareceu que faltam chegar algumas carretas, entre elas de bebidas, de equipamento iluminação e outras estruturas, mas isso não irá afetar a execução. “Pode faltar um ou outro detalhe, mas a festa acontece”.

Ody aproveitou também para explicar que no caso dos instrumentos dos artistas, pode não haver problemas, porque essa estrutura musical é fornecida pela própria organização da festa. Ainda disse que, em alguns casos, os músicos que vão trazer instrumentos, estão se organizando para transportar de alguma forma.

A coletiva serviu, principalmente, para destacar que a festa não será cancelada ou afetada pela manifestação e que os boatos de cancelamento são falsos.

Turistas cancelam estadia em Lages durante a festa

Em contrapartida, muitos turistas precisaram cancelar a vinda para Lages, durante a Festa do Pinhão, especialmente neste primeiro fim de semana de evento. No Hotel Planalto, de acordo com a gerente Caroline dos Santos, cerca de dez hóspedes desistiram da reserva porque não têm como chegar ao município.

No Grande Hotel Lages, cinco cancelamento também foram feitos, ontem. Enquanto no Map Hotel, houve a desistência de reserva para 15 apartamentos. Na maioria dos casos, as pessoas estão cancelando porque não têm combustível para a viagem. Outros têm para vir, mas não tem como voltar e ficam com medo de arriscar o passeio.

Ainda de acordo com Caroline, algumas bandas de artistas, que geralmente ficam hospedados lá, estão ligando para saber como está a situação das rodovias para os lados do Sul do país. Ela tem receio que haja problema na estadia deles também.

A gerente conta que tem um hóspede caminhoneiro, que está há quatro dias no hotel, esperando a paralisação acabar. “Quer ir pra casa mas não dá porque não liberam o caminhão. Me disse que tá sem roupa pra ficar mais tempo”.