//Avaliar composições exige da Sapecada determinação

Avaliar composições exige da Sapecada determinação

O regulamento da Sapecada da Canção Nativa é claro: um dos seus objetivos é preservar as nossas raízes culturais, despertando o interesse dos compositores, poetas, pesquisadores, professores, estudantes e outros, para valorizar os temas nativos populares.

E essa função tem se concretizado ano após ano. Grandes artistas apresentam suas composições, outros tantos se inspiram, o público comparece fielmente em todas os dias de festival, e mais e mais gente tem aprendido sobre a lida campeira através das músicas.

Letra, melodia, instrumentos, intérpretes. Existe uma sintonia que precisa ser respeitada. E normalmente, é. Por isso, escolher as melhores tem se tornado cada vez mais uma tarefa difícil para a comissão julgadora. “A triagem só aceita composições inéditas.

Para chegar ao veredito os jurados conversam bastante, trocam ideias.” A afirmação é de Ricardo Bergha, que pela primeira vez participa do festival como jurado. Enquanto músico já teve várias outras participações. Ele também conta que a melodia e a letra precisam ser mantidas na apresentação ao vivo para não haver desclassificação. “No final, definimos nossas escolhas e repassamos à organização do evento. Sabemos que nossa função exige responsabilidade e entendemos que o palco é decisivo para a definição do vencedor”.

Mario Arruda foi um dos criadores do evento e é o responsável pela sua organização. Ele enfatiza que o trabalho em palco é essencial. Por isso, a dedicação dos músicos é muito importante. “A avaliação segue um padrão, voltada para a sintonia entre todos os elementos. O calor humano conta muito.”

18ª Sapecada da Serra Catarinense

Daniel Silva se consagrou como o grande campeão do festival. Interpretou duas canções, sendo que uma delas, a composição Valseando, levou para casa, além do 1º lugar, os troféus de melhor arranjo e melhor melodia. O intérprete também conquistou o troféu nessa categoria, sendo considerado o melhor dos cantores dessa edição.

“Há dez anos participo da Sapecada, mas parece que foi ontem que tive a oportunidade de participar pela primeira vez. Foi muito difícil superar meus próprios obstáculos, e só agora vejo que só dependia do meu esforço e da minha dedicação. Além, é claro, do talento dos meus companheiros de palco. Ganhar um prêmio é algo pequeno se comparado à construção de uma história. Só tenho a agradecer a Deus e aos amigos e família, por permitirem que a minha voz preencha de alegria seus corações”.

 

Por Ciça Ferreira – Foto: Ciça Ferreira